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Guaçuí em alerta por causa de suspeitas de dengue

Guaçuí está em alerta para evitar uma já possível epidemia de dengue e outras doenças transmitidas pelos mosquitos aedes. Isso porque a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) já registrou, nos últimos dias, a notificação de quase 20 casos de suspeita de dengue no município. O material colhido dos pacientes ainda está sendo analisado, mas mesmo antes de qualquer confirmação de diagnóstico, as equipes da Vigilância em Saúde, da Semus, estão trabalhando na prevenção e combate aos focos que já foram encontrados em todos os bairros da cidade e também nos distritos.

O secretário municipal de Saúde, Márcio Clayton da Silva, afirma que todas as equipes estão mobilizadas, inclusive, com férias de agentes sendo suspensas, para que o trabalho de combate e bloqueio aos focos – que é feito onde foram registrados casos suspeitos, incluindo pulverização de agente químico para matar o mosquito adulto – seja realizado da maneira mais rápida possível. Contudo, chama atenção para a importância da colaboração da população nessa luta contra uma epidemia. “Precisamos que a população faça sua parte, colaborando e permitindo o trabalho dos agentes de endemias, para que possamos evitar que nosso município sofra com uma epidemia, porque estamos encontrando focos com larvas e também mosquitos em vários pontos da cidade”, destaca. O clima muito quente, com muitas chuvas nos últimos dias, torna ainda mais propícia a proliferação do mosquito.

De acordo com informações das equipes da Vigilância em Saúde foi confirmada a presença de mosquitos transmissores com ovos em todas as 10 armadilhas MosquiTRAP espalhadas pela cidade. “Ou seja, podemos afirmar que temos a presença de mosquitos aedes em todos os bairros da cidade”, afirma o agente de endemias, Luiz Carlos Almeida Rosa. Essas armadilhas fazem parte do Monitoramento Integrado M.I.Aedes, do Governo Federal, instaladas no município.

Além disso, os agentes também encontraram focos, com larvas do mosquito, em residências localizadas em todos os bairros de Guaçuí. “Isso é muito preocupante e, se não houver colaboração da população, corremos um sério e real risco de termos uma epidemia, lembrando que o mosquito não transmite apenas a dengue, mas também a zika e a chikungunya”, completa Luiz Carlos, destacando que, no caso da chinkungunya, os sintomas aparecem mais rápido do que na dengue, com a pessoa se tornando um hospedeiro do vírus também em um menor tempo, depois de ser picado pelo mosquito, o que levanta a possibilidade de uma epidemia ainda mais rápida desta doença.

Dificuldades no combate

De acordo com informações da Semus, os agentes têm encontrado muitas casas fechadas, devido às férias, o que dificulta o trabalho das equipes. Além disso, existem proprietários de terrenos baldios que não fazem limpeza dos mesmos, onde podem existir mais focos, já que o município não tem permissão para entrar em propriedade particular e fazer o serviço. Contudo, é bom lembrar que existe o Decreto Municipal 9.705, de 17 de março de 2016 que, entre outras decisões, determina multa para os proprietários de imóveis, incluindo lotes e terrenos baldios, que não obedeçam aos requisitos mínimos de higiene “indispensáveis à proteção da saúde”. No entanto, não há informações de que a Prefeitura irá aplicar, por enquanto, o que está neste decreto, o que aconteceu numa ocasião, no ano passado.

O secretário Márcio Clayton destaca que é muito importante que a população receba os agentes de endemias e colaborem com eles, para que façam seu trabalho. “É preciso que as pessoas recebam os agentes e ajudem no trabalho, para que possamos combater os focos com mais rapidez e eficiência, porque, se isso não for feito, se não houver colaboração da população, podemos ter uma epidemia em Guaçuí e, para evitar isso, vamos fazer tudo que estiver ao nosso alcance”, afirma. “Uma epidemia pode acontecer de uma hora para outra e é preciso ter consciência que dengue é uma doença grave, que debilita a pessoa, a tira de suas atividades e pode matar”, completa. “Por isso, as pessoas precisam fazer sua parte, se prevenir, e aquelas que sentirem sintomas característicos da dengue, devem procurar o atendimento médico imediatamente”, pontua o secretário.

A Secretaria Municipal de Saúde coloca que a população deve estar atenta para evitar focos do mosquito, mantendo as caixas d’água bem fechadas e não deixando a água acumular em outros recipientes, como vasos de plantas, garrafas e qualquer outro que possa acumular água, inclusive nos recipientes atrás de geladeiras, calhas, plantas (como bromélias), piscinas e até tampinhas de garrafas. Enquanto isso, a Prefeitura também realiza a limpeza de bueiros e ribeirões, além de jogar produtos para combater as larvas do mosquito. Contudo, a população pode ajudar, jogando cloro nos ralos das casas e nos bueiros em frente às suas residências, porque o cloro ajuda a evitar o desenvolvimento de larvas do mosquito, mas isso serve apenas como paliativo e é importante que os agentes tenham acesso às residências para que possam fazer a aplicação do produto ideal para o combate a focos do mosquito.

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